Por muito tempo, acreditava-se que o autismo era algo que se manifestava apenas na infância.
Hoje, sabemos que essa é uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha a pessoa por toda a vida e que, muitas vezes, só é identificada na fase adulta.
O número de diagnósticos tardios tem crescido significativamente. Homens e mulheres que passaram a vida sentindo que “eram diferentes”, mas sem entender o porquê, agora encontram no diagnóstico uma forma de autoconhecimento, alívio e pertencimento.
Por que tantos adultos descobrem o autismo tardiamente?
O autismo em adultos muitas vezes não se encaixa nos modelos clássicos usados por anos na identificação infantil.
Além disso, a capacidade de adaptação conhecida como masking faz com que muitas pessoas autistas aprendam, desde cedo, a camuflar seus comportamentos para se encaixar socialmente.
Essa camuflagem pode esconder sinais como:
• Dificuldade em compreender sutilezas sociais ou ironias
• Necessidade intensa de rotina e previsibilidade
• Fadiga social e esgotamento após interações
• Hiperfoco em temas de interesse
• Sensibilidade a sons, luzes, cheiros e texturas
• Desafios na regulação emocional e no manejo da ansiedade
Muitos adultos relatam ter sido confundidos com pessoas “tímidas”, “perfeccionistas” ou “ansiosas”, quando, na verdade, estavam vivendo sem o suporte adequado para seu funcionamento neurológico.
O impacto de um diagnóstico tardio
Receber o diagnóstico na vida adulta pode despertar sentimentos mistos: há quem sinta tristeza por não ter sido compreendido antes, mas também há um profundo alívio por finalmente dar nome à própria forma de sentir e existir.
O diagnóstico abre caminho para entendimentos mais justos sobre si mesmo, o motivo das sobrecargas, das dificuldades nas relações ou da exaustão diante de situações comuns.
Mais do que um rótulo, ele é um ponto de partida para o cuidado, a aceitação e o equilíbrio.
Como o acompanhamento terapêutico pode ajudar
A partir do diagnóstico, muitos adultos autistas buscam apoio em diferentes áreas, como:
• Terapia Ocupacional, para reorganizar estímulos sensoriais e promover mais conforto no cotidiano;
• Psicologia, com abordagens que ajudam na regulação emocional e na construção de estratégias sociais;
• Fonoaudiologia, quando há desafios na comunicação verbal ou não verbal;
• Nutrição, para lidar com seletividade alimentar e promover bem-estar físico;
• Musicoterapia, como via de expressão e autorregulação emocional.
Cada pessoa adulta autista tem um funcionamento único, e o acompanhamento deve respeitar esse ritmo e suas necessidades reais.
Um olhar acolhedor para todas as fases da vida
No Espaço Modular, acreditamos que o diagnóstico não define quem a pessoa é, ele amplia as possibilidades de compreender e cuidar melhor de si.
Nosso trabalho é acompanhar cada pessoa, criança ou adulta, com empatia, escuta e conhecimento técnico, oferecendo atendimentos que ajudam a transformar o autoconhecimento em qualidade de vida.
Se você se identifica com muitas das situações descritas ou conhece alguém que pode estar passando por isso, saiba que nunca é tarde para buscar compreensão.O primeiro passo pode começar agora.
Fale com a nossa equipe e conheça o cuidado do Espaço Modular, um espaço onde cada pessoa é acolhida como única.